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Avô ensina para os seus netos a luta do oi´ó. Foto: Xanda de Biase |
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Avô fazendo a gravata tradicional de luta. Foto: Xanda de Biase |
"Os meninos começam a lutar o oi'ó a partir dos dois anos de
idade, continuando até 13 ou 14 anos. Essa luta é considerada pelo povo
Xavante como um primeiro teste de resistência à dor, tornando o menino forte e
formando, assim, o seu caráter. Ou seja, o desempenho do menino mostra se ele
será um provável bom guerreiro e caçador. Aqueles que são considerados bons
nesta luta são respeitados pela comunidade por toda a sua vida. O oi'ó
é o nome da raiz de uma planta do brejo utilizada no combate. A luta do oi'ó
tem regras rígidas, que são ensinadas pelo pai à criança; se desrespeitadas,
ela sofrerá vaias do público. No último combate do menino, toda a família
fica envolvida: o avô e os tios reafirmam os ensinamentos para que ele não
cometa nenhum ato ilegal, pois isso seria uma vergonha irreparável para toda a
família. Essa última luta acontece antes do menino entrar no Hö, a
casa dos adolescentes, e a partir de então ele não será visto em público
desnecessariamente e aprenderá todo o necessário para ser um bom guerreiro e
caçador."
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Os tios e os pais preparam as bordunas de oi´ó para os meninos da sua família. Foto Xanda de Biase |
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Meninos (watebremi) do clã öwawé lutam oi´ó com meninos do clã poredza´onõ. Foto Xanda de Biase |
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Meninos (watebremi) do clã öwawé lutam oi´ó com meninos do clã poredza´onõ. Foto Xanda de Biase |
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Meninos (watebremi) do clã öwawé lutam oi´ó com meninos do clã poredza´onõ. Foto Xanda de Biase |
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Luta final para entrar na classe de wapté (adolescente). Foto Xanda de Biase |
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Depois da ultima luta de oi´ó acontece o ritual de entrada no Hö (casa dos adolescentes), onde os wapté (adolescentes) irão morar até furar as orelhas. Foto Xanda de Biase |
Oi´ó / Danhõnõ / Wai´á
/ Uiwede / Dabatsa |